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Cooperacion

Com a chegada dos médicos cubanos se fez realidade um sonho.

O relógio marcava as 10:am do dia 6 de Junho do ano 2010 em Timor Leste, quando visitamos o Consultório Médico de Becora, ou simplesmente o Consultório da Maria, localizado em Dili, capital desse irmão país.

Alguém comentou que em Cuba seriam as 21:00 horas do dia anterior, 13 horas nos separavam da Pátria. Quando o nosso povo estava já a dormir, nós seríamos testemunhas de um encontro inédito.

À nossa chegada, os anfitriões nos entregaram os Thais, um cachecol, que segundo a antiga tradição Timorense, são obsequiadas às pessoas que admiram e respeitam como mostra de agradecimento, dizem que é como se entregassem o seu coração. Quanta nobreza e gratidão num povo que lutou tanto pela sua independência apesar dos inúmeros obstáculos!

Entre a população do lugar se confundiam os habitantes e pacientes expectantes da comunidade, médicos cubanos e estudantes timorenses-cubanos, os quais estudam na Faculdade de Medicina de Dili ou chegaram de Cuba, após cursarem estudos de medicina, e serão os primeiros graduados dessa nobre carreira no mês de Setembro deste ano.

Membros da Associação de Amizade, do Comité Pró-libertação dos Cinco Heróis e ONG Luta Unida quiseram, com as suas declarações e proclamas, deixar o seu legado em tão emotivo encontro.

A seguir uma representante da comunidade agradeceu em Tétum   o trabalho dos médicos cubanos.

A doutora cubana Maité Jordanka Yero Ayala, quem dá atendimento ao Consultório Comunitário da Maria, explicou que no ano de 1997, durante a resistência se tinha fundado clandestinamente um posto médico em Becora; dois anos depois, estabeleceu-se como a primeira clínica do distrito Dili e com a restauração da independência e a chegada da primeira Brigada Médica Cubana no ano 2004, começaram as consultas semanais. No 25 de Abril do ano 2009, foi que ficou inaugurado como Consultório Docente Comunitário, com a presença do Presidente da República e Prémio Novel da Paz, o Doutor José Ramos Horta.

Depois soubemos que a doutora da província Granma, quem tinha surpreendido com a sua pormenorizada e convincente exposição, tinha sido designada apenas 15 dias atrás para esse lugar, pois fazia parte da recente substituição dos médicos.

Falou-se de planejamento familiar, da diminuição dos casos de tuberculose como uma das conquistas, do estado nutricional das crianças, do programa de vacinação nacional, da ligação com as parteiras e de como as doenças infecciosas respiratórias, digestivas e a malária eram as causas da maior morbidez. 

Sempre apreciamos nos médicos cubanos um grande respeito pela cultura, pelas tradições e pela língua do povo timorense, a qual já faz parte deles.

Algumas linhas imprescindíveis para uma pessoa singular, Maria Dias. Para além de ostentar com orgulho o cargo de Presidenta da Associação de Amizade com Cuba, doou a sua própria casa no ano 2009 visando que se fizesse o primeiro Consultório Médico Comunitário Docente baseado na experiência cubana, do qual ela foi uma das pacientes atendidas e hoje já ela ficou curada.

Com visível emoção, Maria nos comentou que sempre tinha sonhado que os problemas de saúde do seu povo se resolveriam. Acrescentou pausadamente que esse sonho se fizera realidade com a chegada dos médicos cubanos.

No Livro de Visitantes ficou escrito: “Vemos com admiração e entusiasmo o esforço que todos vocês estão fazendo para o bem-estar do heróico e nobre povo timorense”.

Sirva esta crónica como expressão do nosso infinito respeito pelos galenos cubanos, longe dos seus seres queridos e da sua querida Pátria. Estão contribuindo, com naturalidade e de maneira simples, o melhor deles para que Timor Leste possa também ser reconhecido como um dos países que mais tem feito por cumprir com os Objectivos do Milénio das Nações Unidas em matéria de saúde.

Fomos testemunhas da alta responsabilidade que sentem os médicos e professores cubanos que participam na campanha de alfabetização, a maioria nascidos depois da vitória da Revolução e frutos da mesma, bem como do seu altruísmo. Sentem-se orgulhosos de serem médicos e professores revolucionários cubanos, bem como de partilhar as mesmas carências que os seus pacientes e alunos.

Para alguns é a sua terceira missão médica no exterior, outros designados no denominado enclave de Oe-cusse, localizado em território indonésio, devem percorrer dez horas em navios para poderem chegar a capital do Timor. Confundem-se várias gerações e especialidades. Um e outros coincidem em que a palavra egoísmo foi eliminada definitivamente do dicionário e em reconhecer qual é o valor daquilo que temos em Cuba, sem perceberem que eles próprios são os que tem mais valor.

Tomara que estas linhas sirvam para que se escreva mais sobre os nossos cooperantes no Timor Leste, com a certeza de que jamais seria suficiente. (Cubaminrex – DAO)

 


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